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ADEUS AOS ÓCULOS COM CIRURGIA REFRATIVA
13/01/2020

ADEUS AOS ÓCULOS COM CIRURGIA REFRATIVA

Texo escrito por: DR. KRISTIAN SANTOS
 

A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 40% da população mundial sofre com problemas de visão e usam óculos ou lentes de contato. As pessoas com dependência do uso de óculos e lentes de contato relatam um incômodo estético e até mesmo funcional na prática de atividades esportivas, atividades aquáticas e no caso de mulheres, a dificuldade no uso de maquiagem. Para exercer atividades diárias com mais liberdade esses pacientes buscam uma solução definitiva para deixar de lado esses incômodos, recorrendo às cirurgias oculares a laser (como as técnicas de PRK, LASIK e SMILE).

Há mais de duas décadas o procedimento de correção com a cirurgia refrativa está presente. O advento do excimer laser e o aumento dos níveis de segurança e eficácia da cirurgia tornaram esta técnica um procedimento cirúrgico previsível e confiável. O laser remodela a córnea para melhorar a sua capacidade de centralizar a luz na retina. Para a realização da cirurgia refrativa são necessários alguns pré-requisitos.

O primeiro deles é o paciente ter erros de refração, ou seja, imperfeições que afetam a visão (miopia, hipermetropia, astigmatismo, miopia com astigmatismo e hipermetropia com astigmatismo). Em seguida, é preciso ter mais de 18 anos e ter atingido estabilidade do grau.

A regularidade e a espessura da córnea do paciente tam- bém constituem pré-requisitos a serem verificados com exames específicos. O médico oftalmologista irá determinar exatamente o erro de refração antes da cirurgia. Também é necessário realizar exames de tomografia e paquimetria, pressão intraocular e retina. Após essa verificação a cirurgia pode ser indicada com segurança. A cirurgia refrativa é um procedimento rápido, costuma demorar três minutos em cada olho, é indolor e eficaz. É usado um colírio para anestesiar o olho, que dispensa a necessidade de internação.

Normalmente, o paciente é liberado logo depois de concluído o procedimento. Pacientes que não devem se submeter a uma cirurgia refrativa são aqueles que tiveram alguma alteração na prescrição do óculos ou lente de contato no último ano (pois constitui indício de que o grau não estabilizou), os que foram diagnosticados com ceratocone, ou apresentaram infecção ocular por herpes simples, por exemplo.

Depois da cirurgia refrativa, a maioria das pessoas adquirem uma boa visão a distância, o que é bom o bastante para fazer bem a maioria das atividades sem óculos (como dirigir ou ir ao cinema). Os efeitos colaterais da cirurgia refrativa incluem sintomas temporários de:

. Sensação de corpo estranho no olho;

. Claridade e auréolas em volta das luzes;

. Secura.

O PRK foi a primeira forma de cirurgia ocular a laser e permanece sendo a mais segura. A ação do laser para a retirada do grau dura segundos e é de extrema precisão: consegue-se atingir correções de altas ametropias (graus) chegando a correção de miopia, por exemplo, até 15 graus. A cirurgia é feita na córnea, mudando sua curvatura e espessura, sempre respeitando os limites de segurança. O sucesso da correção está ligado a uma boa análise do caso. Apesar de tratar-se de um procedimento seguro, como qualquer cirurgia, complicações podem ocorrer apesar de serem extremamente raras, por exemplo, formações de opacidade causando visão embaçada ou enevoada.

O PRK oferece vantagens nos casos de pacientes com córneas finas ou que realizaram facoemulsificação com lente intra-ocular e ficaram com erro refrativo residual. O tempo de recuperação no PRK é de, em média, uma semana, mas pode ser superior dependendo de cada caso. O tempo mais alto de recuperação varia de 1 a 3 meses. É importante ressaltar que o médico oftalmologista irá indicar a melhor técnica a ser utilizada em cada caso, além de orientar todos os cuidados do pós-operatório que cada técnica requer para atingir sua maior eficácia.

 

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